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PDG e bancos buscam mais prazo para acordo

14/07/2017 | Valor Econômico


A PDG Realty e seus principais bancos credores - Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander - devem pedir ao juiz da recuperação judicial da empresa João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falência de São Paulo, mais prazo para que possam negociar termos e condições da reestruturação de dívidas. A PDG tem R$ 5,75 bilhões em débitos pendentes de reestruturação.

Os bancos definiram que querem os empreendimentos com patrimônio afetado fora da recuperação judicial da companhia, segundo fonte. Mas ainda é preciso definir se as instituições assumirão os financiamento de projetos e as dívidas dos empreendimentos com afetação, os compromissos envolvem clientes e fornecedores. Com isso, um acordo entre os credores e a PDG deve demorar pelo menos mais uma semana.

Após divergências entre os bancos e a companhia sobre a inclusão, no processo, de obras com patrimônio afetado, o juiz pode decidir na segunda-feira, dia 17, sobre o tema. A administradora judicial da empresa, a PwC, manifesta seu entendimento dia 14.

Mas as partes decidiram negociar em clima amistoso para chegar num acordo antes que o juiz dê seu parecer sobre a questão. Daí, o pedido de prazo adicional, que deve ser apresentado até sexta-feira, solicitando entre 15 e 20 dias extras.

De um lado, os bancos dizem ter fechado questão sobre a necessidade de excluir os empreendimentos com patrimônio afetado da recuperação. Do outro, a empresa só mexe no plano apresentado - que inclui os 37 empreendimentos com patrimônio de afetação - se houver uma "solução global", ou seja, que atenda toda a dívida.

Apesar das posições divergentes, as conversas seguem produtivas, segundo fontes, e todos estão dispostos a uma saída amigável.

Na semana passada, Caixa e Bradesco se manifestaram contra a inclusão de empreendimentos com afetação na recuperação, e Banco do Brasil alegou precisar de mais informações da PDG para avaliar a pertinência do pedido de reestruturação das controladas da companhia e das propostas colocadas nos planos. Santander e Itaú não se manifestaram formalmente.

O Bradesco se manifestou, novamente, nesta semana, em relação à recuperação judicial da PDG, reiterando o pedido que sejam excluídos da recuperação sociedades de propósito específico (SPEs) de empreendimentos imobiliários e patrimônios afetados.

Documento protocolado pelo escritório Cepeda, Greco & Bandeira de Mello Advogados, que representa o Bradesco, diz que o banco tem sido procurado por alguns adquirentes do projeto Palm Beach, um dos que financia. Parte dos compradores do Palm Beach solicita que o Bradesco "persista na aplicação da legislação de regência com a exclusão do empreendimento da recuperação judicial".

No início de junho, a PDG apresentou 38 planos de recuperação. O plano principal inclui a controladora e a maior parte das 512 SPEs da companhia. Cada um dos 37 planos individuais se refere a uma obra com patrimônio de afetação. A recuperação judicial da PDG possui.

Confira notícia na íntegra.

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