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Queda da Selic levanta resultado de empresas

01/08/2017 | O Globo


Ambev e Natura surpreenderam com resultados melhores que o esperado no segundo trimestre do ano. O desempenho não vem de mais vendas de cerveja ou cosméticos, mas da queda dos juros, que reduziram as despesas financeiras dessas empresas, levando a uma sobra maior de recursos ao fim do período. Essa situação deve se repetir em outras companhias ao longo da temporada de divulgação de balanços, assim como melhoras operacionais pontuais. Levantamento realizado pelo Santander mostra que, mesmo com a crise política, que colocou uma nuvem de incerteza sobre a recuperação da economia, o lucro por ação terá um crescimento médio de 10% com base nos resultados apurados entre abril em março, e a grande contribuição para isso é a taxa Selic mais baixa.

— Estamos em um ponto de inflexão e, a cada trimestre, vamos ter uma melhora gradual. Não vamos ver um grande movimento de recuperação, mas a queda dos juros já começa a ter impacto, e hoje o Brasil é o país emergente com melhor ciclo de lucro — avaliou Daniel Gewehr, estrategista do Santander.

A Natura registrou um lucro de R$ 163,5 milhões, uma alta de 79,8%. Já a fabricante de bebidas teve um resultado de R$ 2,1 bilhões, uma leve queda de 2,2%, mas com uma redução de despesa financeira de 22,3%.

Além de uma menor pressão de despesas financeiras, Gewehr avalia que as empresas vão começar a colher os frutos dos ajustes feitos nos últimos anos. Como exemplo, o estrategista citou a Weg, que teve um crescimento forte na margem bruta. Isso porque fez uma redução dos seus custos, inclusive com demissões, nos últimos anos.

— Os economistas ficam muito focados no crescimento do PIB, mas, como estamos em um ciclo de desalavancagem, o lucro das empresas vai crescer mesmo assim — avaliou, lembrando que, durante boa parte do ano passado, a Selic ficou em 14,25%, mas deve terminar 2017 em torno de 8%. Anteontem, a taxa foi reduzida para 9,25% ao ano.
Para 2018, Gewehr espera crescimento de 24% nos lucros por ação.

INDÚSTRIA E VAREJO
Além da expansão dos lucros, algumas empresas já conseguem melhorar suas receitas. Um desses casos é o da Localiza, que registrou lucro líquido de R$ 129 milhões no segundo trimestre, alta de 12,9% ante igual período de 2016. Já a receita cresceu para R$ 1,3 bilhão, alta de 39,7%. No caso da Renner, o lucro também teve crescimento de dois dígitos, com expansão das receitas. Ficou em R$ 193,6 milhões, alta de 10,7%. Já a receita teve expansão de 8,4%, a R$ 260,6 milhões.O analista de investimentos Pedro Galdi também vê uma melhora nos resultados:

— A dívida está diminuindo, o que melhora o resultado financeiro. Algumas empresas também estão com Ebitda (geração de caixa operacional) mais forte. Vamos começar a ver essa melhora nas indústrias e no varejo.

O SINMETAL não é responsável pelas notícias aqui transcritas, são apenas reproduções da mídia.

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