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'Prévia' do PIB do Banco Central tem alta de 0,29% em outubro

18/12/2017 | G1


IBC-Br teve expansão de 0,75% e, em 12 meses até outubro, registrou alta de 0,26%. Índice foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB).

O nível de atividade da economia brasileira registrou crescimento em outubro, primeiro mês do quarto trimestre, segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (18/12).

O chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) teve expansão de 0,29% em outubro, na comparação com setembro. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Quando comparado a outubro de 2016, o IBC-Br aumentou 2,92% (neste caso, sem ajuste sazonal).

De acordo com informações da autoridade monetária, outubro foi o segundo mês seguido de alta do indicador de atividade. O IBC-Br registrou crescimento em seis dos dez primeiros meses deste ano.

Houve alta do índice em janeiro (+0,58%), fevereiro (+1,41%), junho (+0,49%), julho (+0,33%), setembro (+0,27%) e outubro (+0,29). Em abril, houve estabilidade e foi registrada queda em março (-0,34%), maio (-0,15%) e agosto (-0,35%).

Os números do BC mostram ainda que, nos dez primeiros meses deste ano, o indicador do nível de atividade registrou uma expansão de 0,75%, sem o ajuste sazonal. Com o ajuste, o aumento foi de 0,85%.

No acumulado em 12 meses até outubro, a prévia do PIB (indicador dessazonalizado) do Banco Central registrou crescimento de 0,26% (sem ajuste, a alta é de 0,21%).

Produto Interno Bruto

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,6%, mas registrou alta nos três primeiros meses deste ano (+1,3%), no segundo trimestre (+0,7%) e também no período de julho a setembro (+0,1%).

O governo estima atualmente que a economia brasileira vai registrar crescimento de 1,1% em 2017. Para o mercado financeiro, a expectativa é de uma alta da ordem de 0,96% para a economia neste ano.

IBC-Br

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois é um pouco diferente - o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Definição dos juros

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, a taxa Selic está em 7% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que recue para 6,75% ao ano em fevereiro.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2017 e 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Confira a notícia na íntegra.

O SINMETAL não é responsável pelas notícias aqui transcritas, são apenas reproduções da mídia.

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