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Grandes empresas impulsionam pequenas

03/01/2018 | O Estado de S.Paulo


Pequenas empresas estão aprendendo com grandes companhias como Ambev, Microsoft, C&A e Alphaville Urbanismo. O aprendizado se dá por meio de acesso a processos e modelos de gestão. A Ambev, por exemplo, tem programas de repasse de know-how capazes de produzir impactos em diferentes frentes, entre elas, eficiência hídrica e acesso à água. “A empresa investiu R$ 16,9 milhões nos diversos programas”, diz a responsável pelo Saveh e pela Aceleradora Ama, Andrea Matsui.

A plataforma Saveh, lançada no final de 2016, ajuda pequenas e médias empresas a melhorarem a eficiência hídrica, controle que a Ambev faz desde 2002. “Nesses 15 anos, melhoramos nossa eficiência hídrica em mais de 40%. E criamos a plataforma para compartilhar nosso conhecimento.”

A plataforma faz o diagnóstico da situação atual da empresa por meio de um questionário respondido por empreendedores interessados em implantar as melhorias.

“O sistema gera um plano de ação para o negócio se tornar eficiente. Há desde ações menores, como a verificação periódica de vazamento e treinamento de funcionários, até recomendação de compra de equipamentos mais eficiente”, diz Andrea.

A plataforma é voltada a negócios que fazem uso intensivo de água. “Temos 110 empresas cadastradas. Dessas, 12 foram selecionadas para receber consultoria durante um ano. Oito delas são nossas fornecedoras e quatro foram indicadas pelo programa Pacto Global, da Organização das Nações Unidas, que é nosso parceiro na ação.”

A Ambev tem outro projeto relacionado à escassez de água. “A marca AMA, lançada no começo do ano, é um negócio social que direciona 100% do lucro para projetos de acesso à água no semiárido. Temos oito projetos finalizados e estamos iniciando mais cinco.”

Andrea afirma que há demanda e carência por tecnologia e inovação no segmento de acesso à água. “A partir dessa constatação, desenvolvemos uma aceleradora em conjunto com a Yunus Negócios Sociais.”

Em outubro, foi feita nova

chamada internacional para o programa de aceleração, que dura de dois a três meses e requer imersão na região do semiárido. “Selecionamos quatro empreendedores, dois são brasileiros, um é americano e outro, italiano. Eles criaram soluções que podem ser implantadas em cenário de escassez hídrica.”

Estimular o empreendedorismo e a educação no Brasil é um pilar estratégico da Microsoft. “Fazemos isso para fortalecer a competitividade do País no exterior. Queremos fomentar criatividade, inovação e a criação de empresas capazes de fazer negócios com vários países, além de gerar empregos”, diz o diretor de operações, Franklin Luzes.

Segundo ele, a ação chamada ‘jornada empreendedora’ é dividida em três pilares principais. O primeiro é voltado aos estudantes. “Em 2007, criamos a copa do mundo de computação chamada Imagine Cup, pela qual já passaram 206 mil estudantes brasileiros. O vencedor recebe US$ 50 mil e mentoria para criar seu negócio. Historicamente, o Brasil vai muito bem n a competição.”

Outra iniciativa é oferecer acesso tecnológico gratuito a startups que têm menos de cinco anos de mercado e faturam menos de R$ 1 milhão por ano. “Temos 4.850 startups ativas nesse programa. Elas recebem os softwares da Microsoft e US$ 750 por mês em crédito de nuvem. Desde 2001, já destinamos US$ 209 milhões em créditos de nuvem para mais de 5.900 startups brasileiras.”

O terceiro pilar é o Fundo Br Startup. Lançado em 2014, investe de R$ 500 mil a R$ 3 milhões em startups. “Procuramos empresas que já passaram por aceleração, tiveram aporte anjo e querem se preparar para dar o próximo passo. Até o momento, apoiamos 11 startups.”

Construção e moda também oferecem programas de apoio

Em linha com a proposta de dar suporte a pequenos negócios, desde junho de 2016 a Alphaville Urbanismo realiza um programa de apoio às startups. “Lançamos seis desafios para que startups apresentassem soluções nas áreas de construção, sustentabilidade, marketing e vendas, comunidades e serviços, crédito e cobrança. Recebemos 175 inscrições, dessas, selecionamos 22 empresas”, diz a diretora de negócios da empresa, Claudia Yassuda.

Depois disso, a alta direção e funcionários que atuam na área de inovação se reuniram com os empreendedores para conhecer as propostas e identificar a sinergia que as soluções tinham com a Alphaville.

“Nesse processo, selecionamos 12 startups para participarem de uma semana de conexão dentro da empresa e aplicar a solução. Em seguida, elas apresentaram proposta de implantação de projetos-piloto que estão em fase de finalização”, conta a executiva.

De acordo com Claudia, depois da avaliação final dos resultados, a empresa vai contratar as startups para serem prestadoras de serviço da Alphaville a partir de 2018, por prazo indeterminado. “Elas poderão permanecer no mercado conquistando novos clientes. Queremos ajudar no desenvolvimento de startups da área, as chamadas ‘construtech’, porque elas têm uma maneira diferente de ver o mundo e os clientes. A sinergia com pequenos negócios é importante para nos mantermos atualizados”, diz Claudia.

Na moda. Representando o universo da moda, a C&A também tem iniciativa nesse sentido. “Desde 2006, monitoramos a rede de fornecedores para evitar a ocorrência de trabalho escravo. No segundo semestre de 2016, evoluímos esse trabalho, porque a auditoria implica na verificação de mais 130 itens e durante esse processo ocorre transferência de conhecimento.

“Temos profissionais que atuam para que os fornecedores possam evoluir o sistema de gestão, as condições de trabalho e os cuidados com o ambiente” Rozália Del Gaudio GERENTE SÊNIOR DA C&A

Resolvemos, então, aumentar o impacto dessas ações”, afirma a gerente sênior de Comunicação, Sustentabilidade e Relações Sindicais, Rozália Del Gaudio.

Segundo ela, a partir de agosto de 2016 a unidade brasileira adotou parte do protocolo global de acompanhamento de fornecedores. “Temos cinco profissionais que atuam como desenvolvedores de fornecedores para que possam evoluir o sistema de gestão, as condições de trabalho e os cuidados com o meio ambiente.”

A gerente afirma que o objetivo é acelerar o desenvolvimento dos fornecedores para que sejam mais produtivos e eficientes. E também para que atendam ao que a companhia espera de seus fornecedores no que se refere ao respeito ao trabalhador, cuidado com o meio ambiente e qualidade do produto.

Segundo ela, cada fornecedor recebe nota de A a E. “A evolução só é possível com acompanhamento in loco. Nossa meta global é que em 2020, 100% dos fornecedores tenham notas A ou B. Como eles atendem outras marcas, nosso esforço ajuda na evolução de todo o mercado.”

O SINMETAL não é responsável pelas notícias aqui transcritas, são apenas reproduções da mídia.

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