Logomarca Sinmetal

Notícias

Banco Mundial eleva projeção para o Brasil

11/01/2018 | O Globo


O Banco Mundial elevou suas projeções de crescimento para o Brasil este ano, de 1,8% para 2%, e para o mundo, de 2,9% para 3,1%, segundo dados divulgados ontem. O organismo informou ainda que, por suas estimativas, a economia brasileira deve ter registrado expansão de 1% em 2017 — a previsão anterior era de 0,3%. Já o mundo teria crescido 3% (3,7% anteriormente), o maior desde 2011. Mas ressaltou que isso pode não ter fôlego duradouro.

“O Banco Mundial prevê um crescimento econômico global próximo a 3,1% em 2018, após um 2017 muito mais forte que o esperado”, afirma o relatório, citando ainda o benefício, para os países emergentes, da recuperação dos preços das commodities. Mas o organismo ressalta que esse movimento é considerado de curto prazo.

— Pela primeira vez desde a crise financeira global (de 2008), todas as principais regiões do mundo estão vivendo um aumento do crescimento econômico. A aceleração do crescimento atual é ampla e uma tendência boa, que poderá servir de reforço à economia. Por outro lado, além do crescimento de curto prazo, vemos que o aumento do investimento vem diminuindo nos últimos cinco anos — disse Shantayanan Devarajan, diretor de Desenvolvimento Econômico do Banco Mundial, alertando para os riscos a longo prazo.

Segundo o organismo, o conjunto das economias em desenvolvimento deve crescer 4,5% neste ano, na esteira dos países exportadores de matérias-primas. O Banco Mundial aponta ainda que a redução no crescimento da economia chinesa está sendo suave, o que reduz riscos de choques no longo prazo. Mas o presidente da entidade, Jim Yong Kim, alertou no relatório que “este não é o momento para complacência.”

“É uma excelente oportunidade para investir no capital humano e físico”, afirmou Kim. Segundo ele, isso permitiria que os países chegassem mais perto das metas de erradicação da pobreza extrema.

INCERTEZA POLÍTICA NA AL

As novas projeções apontam crescimento de 2% na América Latina este ano, contra expansão de apenas 0,9% em 2017. O relatório, no entanto, lembra que alguns países terão eleições e que outros enfrentam grandes casos de corrupção.

“O crescimento na região está sujeito a riscos. A incerteza política em alguns países — incluindo Brasil, Guatemala e Peru — poderá frear o crescimento. Interrupções causadas por desastres naturais, efeitos negativos da turbulência dos mercados financeiros, ou um aumento do protecionismo comercial nos EUA, somados à deterioração nas condições fiscais internas de cada país, poderão prejudicar o crescimento”, afirma o texto.

O SINMETAL não é responsável pelas notícias aqui transcritas, são apenas reproduções da mídia.

Filiado ao Sistema FIRJAN
Associe-se ao Sinmetal